Cap 4 - A Tortura

Por Wagner Colozzo Abril
Guiados pela camponesa, eles chegam sem problemas até a aldeia de Swing para saber se alguém conhecia os kabaços. Durante todo o trajeto não conseguiram parar de pensar na cena do lago e como as pessoas iriam reagir à presença deles. Era fim de tarde e uma agitação começava a tomar conta das pessoas que corriam acendendo as luzes, preparando bebidas, arrumando salgadinhos e carregando caixas fechadas por todos os lados. Com essa bagunça toda, eles conseguiram passar despercebidos até a casa de Anita para passarem a noite e assim falar com os sábios da aldeia pela manhã.
Assim que entraram na casa perceberam que estava vazia e tinha móveis bem rústicos, nada parecidos com a tecnologia que estavam acostumados em Trolha. "Fiquem à vontade. Vai ser legal ter companhia pelo menos por uma noite. Como já disse antes, não posso participar das festas pois não tenho imunidade ao veneno de VIH como os outros. Por esse mesmo motivo sou obrigada há passar meus dias sozinha." disse Anita.
Aquela noite fora a mais confortável que tiveram desde que iniciaram a missão, a anfitriã preparou um prato típico de Swing para que seus convidados aliens experimentassem. Meio a contragosto experimentaram e para a surpresa de todos acharam ótimo.
"Qual o nome disso?" perguntou um exaltado Frota.
"É uma receita muito popular aqui, se chama PIZZA" respondeu prontamente Anita.
Até aquele momento nenhum trolhano jamais tinha comido algo que não fosse feito de kabaços e ficaram ainda mais empolgados quando ela despejou nos copos um liquido dourado espumante para que bebessem. Depois do primeiro gole ficaram ensandecidos e experimentariam qualquer coisa que ela oferecesse. Um mundo novo de sabores surgia diante deles e pensaram que não morreriam mais de fome se soubessem como produzir comidas daquele tipo. Mas ainda precisavam dos kabaços para outros fins, como combustível, remédios, e outras coisas importantes em Trolha.






Nem mesmo aliens resistem a isso

Corria tudo bem dentro da casa naquele inicio de noite com todos contando histórias, bebendo o suco dourado e relaxando antes de partirem novamente à busca. Anita estava adorando ter com quem conversar a noite ao invés de ficar lendo ou olhando a festa pela janela. Exatamente nesse momento Ganso olha para fora e grita sem tirar os olhos da janela: "OLHEM AQUI, RÁPIDO!"
Em um segundo todos estão nas janelas da casa vendo a coisa mais estranha que já puderam presenciar. Um homem correndo com uma mulher nos ombros gritando NINGUÉM É DE NINGUÉM foi uma delas. Anita começa a explicar o que acontece naquela cidade:
"Todas as noites isso acontece aqui, é a festa de Swing. Onde as pessoas trocam de parceiros, parceiras, bebem e comem até o sol raiar."
Schucruts continuava a olhar para a janela sem sequer piscar para não perder nenhuma cena quando algo o assustou tanto que sua voz mal saia, quando conseguiu falar disse "Eles são torturadores de trolhanos" e apontando para a janela mostrou que os seres daquele planeta usavam aparelhos semelhantes ao Jebas e divertiam-se com isso.
Sem hesitar todos buscaram suas armas e apontaram para Anita que começou a tentar explicar o que acontecia e a chorar por sua vida.
"Aquilo não é um de vocês, é uma peça feita em vidro ou madeira. Precisam acreditar em mim."
Andando de costas até a porta os Jebas pareciam não dar ouvidos aquela mulher que até poucos minutos antes era considerada a melhor coisa da viagem.
"Se vocês saírem serão usados como eles e alguns homens vão ficar loucos para tê-los" disse Anita e caiu no chão chorando. Frota comovido com a cena abaixou a arma e mesmo contra as ordens de Black foi caminhando até ela.
"Ela nos ajudou até agora capitão, não tem porque não confiarmos agora."
Após essas palavras, eles guardaram suas armas e continuaram a ouvir a explicação da garota:
"Era por isso que não queria levá-los até que amanhecesse. Eu sabia que seria menos perigoso saírem durante o dia, pois muitos estarão dormindo."
Com a confiança em Anita restabelecida, nossos heróis seguiram para o merecido descanso já pensando em como seria o dia seguinte.
Somente Frota e Shucruts continuavam a comer pizza e tomar a bebida dourada noite adentro e discutindo como deveria ser aquela tortura que viram há pouco.

Foi mais ou menos isso que viram pela janela.



Será que nossos bêbados heróis vão conseguir sair sem problemas?
Será que podem confiar tanto em Anita?
Que método de tortura era aquele?

Não percam o capítulo 5 dessa idiota história.




 

0 comments so far.

Something to say?